Como destaca o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, as classificações BI-RADS 1 e BI-RADS 2 indicam que o exame cumpriu adequadamente seu papel de vigilância e que, no momento, não há sinais de alerta que justifiquem intervenções imediatas. Neste artigo, detalharemos as diferenças técnicas entre uma mama sem achados e uma mama com alterações benignas, explicando por que a manutenção da rotina anual costuma ser o único passo necessário para essas pacientes. O objetivo é reforçar a importância da constância diagnóstica para a preservação da saúde a longo prazo.
O que diferencia tecnicamente o BI-RADS 1 do BI-RADS 2?
A distinção entre as duas primeiras categorias do sistema BI-RADS é sutil e tem finalidade principalmente documental. O BI-RADS 1 é atribuído quando o exame é estritamente normal, isto é, quando o radiologista não identifica qualquer alteração, nódulo ou calcificação nas imagens. Como observa o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, trata-se de uma mama simétrica e sem achados dignos de nota.

Já o BI-RADS 2 é utilizado quando existem alterações identificáveis, mas comprovadamente benignas por suas características morfológicas. Nesses casos, o exame continua sendo considerado negativo para câncer, embora registre particularidades anatômicas da paciente.
Por que alterações benignas não devem ser motivo de preocupação?
Muitas pacientes ficam apreensivas ao ler termos técnicos no laudo, como calcificações grosseiras ou nódulos de densidade gordurosa. No entanto, a correta interpretação desses achados é justamente o que traz tranquilidade. O médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues ressalta que o radiologista utiliza critérios morfológicos rigorosos para classificar uma alteração como benigna.
Calcificações de formato arredondado e nódulos com contornos perfeitamente regulares, por exemplo, apresentam padrões que a literatura médica, baseada em décadas de estudos, reconhece como não neoplásicos. Além disso, a estabilidade desses achados ao longo dos anos reforça sua natureza inofensiva. A comparação com mamografias anteriores permite confirmar que a imagem já existia e não sofreu modificações suspeitas. Por esse motivo, um resultado BI-RADS 2 é considerado negativo para câncer e permite que a paciente siga sua rotina com segurança.
Qual é o protocolo de acompanhamento para essas categorias?
Para mulheres que recebem laudos BI-RADS 1 ou BI-RADS 2, a recomendação padrão das sociedades médicas é o retorno ao rastreamento anual, especialmente a partir dos 40 anos. Como enfatiza o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o fato de o exame atual estar normal não elimina a necessidade de vigilância futura.
O câncer de mama pode surgir em diferentes momentos da vida, e a detecção precoce depende justamente da comparação entre exames ao longo do tempo. Por isso, o seguimento de rotina não deve ser negligenciado nem adiado. Em geral, não há necessidade de ultrassonografia complementar ou biópsia nessas categorias. Exceções podem ocorrer em mamas muito densas, quando o médico assistente pode solicitar exame adicional para ampliar a cobertura do rastreamento, e não por suspeita direta de doença.
Como a estabilidade do laudo ajuda no diagnóstico futuro?
Manter uma sequência de laudos BI-RADS 1 ou BI-RADS 2 cria o que os especialistas chamam de linha de base. Como conclui o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, ter um histórico de exames benignos é extremamente valioso para o radiologista. Se, no futuro, surgir uma nova imagem suspeita, o médico poderá identificar com precisão que se trata de um achado recente, o que acelera a investigação e aumenta as chances de diagnóstico precoce. Sem esse histórico, alterações novas poderiam ser confundidas com estruturas antigas, atrasando a conduta adequada.
Receber um BI-RADS 1 ou BI-RADS 2 representa o cenário ideal em um programa de prevenção. Essas classificações funcionam como um selo de que a vigilância está em dia e de que a tecnologia cumpriu sua função de monitoramento. O suporte de um especialista qualificado garante a correta identificação dos achados benignos, evitando alarmes desnecessários e mantendo o foco no que realmente importa: a longevidade e o bem-estar da mulher. Continue realizando seus exames anualmente e valorize a tranquilidade que um laudo negativo proporciona. A prevenção é um compromisso contínuo de autocuidado e respeito à própria saúde.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
