Elmar Juan Passos Varjão Bomfim e a infraestrutura hídrica urbana com foco na redução de perdas

Ekaterina Smirnova By Ekaterina Smirnova
A infraestrutura hídrica urbana com foco na redução de perdas fortalece a gestão sustentável das cidades, afirma Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim é associado a discussões de engenharia e infraestrutura quando o assunto é infraestrutura hídrica urbana e redução de perdas, um desafio que pressiona custos, qualidade do serviço e credibilidade de obras públicas. Em muitas cidades, parte da água tratada se perde antes de chegar ao consumidor, por vazamentos, ligações irregulares e medição insuficiente, o que converte captação e tratamento em desperdício.

A agenda técnica envolve diagnóstico, planejamento e execução com visão de ciclo de vida, pois reduzir perdas exige mais do que substituir trechos de rede. Redes antigas convivem com expansão urbana e interferências subterrâneas, elevando a complexidade e exigindo decisões capazes de priorizar investimento onde o retorno operacional pode ser medido.

Perdas de água como problema técnico de múltiplas causas

Na concepção de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, perdas não formam um único fenômeno, pois reúnem componentes físicos e aparentes que variam por território. Vazamentos em adutoras e redes de distribuição se combinam com erros de cadastro, hidrômetros inadequados e consumo não medido, criando um retrato que muda de área para área e pede leitura específica, e não soluções uniformes.

Nesse sentido, a engenharia precisa transformar sinais em evidência, com setorização, medições confiáveis e comparação entre volumes produzidos e entregues. Pressões elevadas podem aumentar ruptura e vazamento, enquanto ajustes mal calibrados prejudicam abastecimento e forçam manobras operacionais que degradam o desempenho geral. Assim, compreender a causa predominante orienta a intervenção, do reforço local à substituição seletiva de materiais.

Diagnóstico e planejamento para priorizar intervenções

Sob o entendimento de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a redução de perdas começa com um diagnóstico acionável, associado a indicadores e metas verificáveis. Mapear idade de tubulações, histórico de rompimentos e criticidade de trechos permite construir prioridades, vinculando cada obra a ganho operacional esperado e evitando programas extensos que diluem recursos e entregam resultados pouco transparentes.

Por outro lado, planejamento efetivo inclui compatibilização com mobilidade urbana e obras de terceiros, reduzindo retrabalho e custo social. A partir disso, intervenções podem ser faseadas, combinando troca de trechos críticos, gestão de pressão, melhoria de medição e atualização cadastral. Dessa forma, investimento em engenharia tende a se traduzir em queda de água não faturada e em estabilidade do sistema.

Investir na redução de perdas em sistemas hídricos urbanos é estratégia essencial de engenharia, como ressalta Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
Investir na redução de perdas em sistemas hídricos urbanos é estratégia essencial de engenharia, como ressalta Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Execução em áreas urbanas e controle de qualidade da obra

Conforme detalha Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, executar obras em infraestrutura hídrica urbana requer atenção a interferências e a condições de campo que nem sempre aparecem no projeto. Redes enterradas sem cadastro confiável, solos heterogêneos e tráfego intenso ampliam riscos de falhas de execução, o que torna indispensável controle tecnológico, inspeção de juntas, testes de estanqueidade e recomposição do pavimento.

Entretanto, qualidade não se encerra no canteiro, pois a entrega precisa dialogar com a operação. Setores hidráulicos devem ser comissionados com pressurização controlada, instrumentos de medição precisam ser calibrados e rotinas de verificação devem detectar anomalias após a intervenção. Desse modo, a obra passa a integrar a gestão do ativo, reduzindo dependência de manutenção corretiva e elevando a previsibilidade do abastecimento.

Governança, metas e continuidade do programa de perdas

Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, programas de redução de perdas só se sustentam quando há governança capaz de manter metas, orçamento e acompanhamento técnico ao longo do tempo. Sem indicadores consistentes, iniciativas viram ações pontuais, com ganhos temporários que se perdem quando pressões aumentam, manutenção se acumula e o cadastro volta a desatualizar.

Por conseguinte, a engenharia deve caminhar com rotinas de gestão de ativos, planos de substituição e manutenção preventiva, com revisão periódica de setorização. Por fim, modelos contratuais orientados por desempenho ajudam a alinhar incentivo e verificação, garantindo continuidade e foco no resultado. 

Autor: Ekaterina Smirnova

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