Especialista explica como lasers de alta velocidade e sistemas de rastreamento ocular são utilizados para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo, além dos critérios necessários para realizar o procedimento com segurança.
Os avanços tecnológicos aplicados à oftalmologia ganharam destaque em Três Lagoas (MS) nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026. Em entrevista ao HojeCast, publicada às 8h52, a oftalmologista Alexsandra Passarelli explicou como novas tecnologias aumentaram a precisão da cirurgia refrativa e detalhou os cuidados necessários antes e depois do procedimento. A técnica é utilizada principalmente para corrigir problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo. (Hojemais)
A cirurgia refrativa utiliza laser para remodelar a córnea, uma das estruturas responsáveis pela focalização das imagens. A intervenção modifica sua curvatura de maneira planejada para corrigir o grau apresentado pelo paciente. Entretanto, não existe uma abordagem única para todas as pessoas: características como espessura e curvatura da córnea e quantidade de grau precisam ser avaliadas individualmente antes da indicação. (Hojemais)
Tecnologia aumenta precisão durante a cirurgia
Um dos principais pontos abordados pela especialista foi justamente a evolução dos equipamentos utilizados nos procedimentos. A entrevista destacou um sistema de laser de alta velocidade empregado em cirurgias refrativas em Três Lagoas, tecnologia desenvolvida para realizar a aplicação com grande precisão e reduzir o período de exposição do olho durante o procedimento. (Hojemais)
Além da velocidade do laser, sistemas de rastreamento ocular em tempo real ajudam a controlar sua aplicação. Esses mecanismos acompanham pequenos movimentos realizados pelo olho durante a cirurgia e permitem que o equipamento faça ajustes caso o olhar se desloque. A combinação dessas tecnologias busca proporcionar maior controle durante uma intervenção realizada em uma estrutura extremamente delicada.
LASIK e PRK estão entre as técnicas utilizadas
Entre as técnicas abordadas estão LASIK e PRK, dois métodos empregados na correção de erros refrativos. Apesar de terem o mesmo objetivo geral de remodelar a córnea, existem diferenças na maneira como cada procedimento é realizado. Por isso, a escolha depende das características encontradas nos exames oftalmológicos e da avaliação médica. (Hojemais)
O avanço tecnológico não significa, portanto, que qualquer paciente possa escolher livremente uma técnica. Espessura corneana, formato da córnea, estabilidade do grau e condições gerais dos olhos precisam ser considerados antes da cirurgia. A avaliação individual é fundamental justamente para identificar qual abordagem apresenta condições adequadas para cada caso.
Exames detalhados são realizados antes do procedimento
Antes de uma cirurgia refrativa, diferentes exames são utilizados para estudar a estrutura ocular. Entre os procedimentos citados estão paquimetria e topografia corneana, além de outras avaliações complementares. A paquimetria permite medir a espessura da córnea, enquanto o mapeamento de sua superfície ajuda a identificar características importantes para o planejamento da intervenção. (Hojemais)
Essas informações ajudam o oftalmologista a determinar se a córnea possui condições para receber a correção planejada e quais limites precisam ser respeitados. Nesse sentido, a tecnologia não aparece apenas durante a aplicação do laser: ela participa também da fase de diagnóstico e planejamento que antecede a cirurgia.
Nem todas as pessoas podem fazer cirurgia refrativa
A entrevista também chamou atenção para os critérios de indicação. Segundo a especialista, o paciente deve ter pelo menos 18 anos, apresentar grau estabilizado por pelo menos um ano e possuir olhos considerados saudáveis para ser avaliado como candidato ao procedimento. (Hojemais)
Algumas condições podem impedir ou adiar a realização da cirurgia. Catarata, glaucoma, determinadas infecções e outras alterações oculares precisam ser identificadas durante a avaliação. Isso reforça a importância de não considerar o procedimento apenas como uma solução estética para abandonar os óculos, mas como uma intervenção médica que depende de diagnóstico adequado.
Rastreamento acompanha movimentos do olho
Um dos recursos tecnológicos de maior interesse é o chamado eye tracker. Durante o procedimento, uma câmera acompanha os movimentos do olho repetidamente e fornece informações ao equipamento responsável pela aplicação do laser. Caso seja detectada movimentação, o sistema consegue ajustar a atuação conforme os parâmetros estabelecidos para o procedimento. (Hojemais)
Essa capacidade de monitoramento representa uma das evoluções da cirurgia refrativa moderna. Como movimentos involuntários podem ocorrer naturalmente, acompanhar a posição do olho ajuda a manter a aplicação dentro da região planejada pelo profissional.
Cirurgia não garante abandono permanente dos óculos
Outro ponto esclarecido foi a expectativa sobre o resultado. A cirurgia tem como objetivo corrigir o erro refrativo existente no momento do procedimento, mas isso não significa necessariamente que uma pessoa nunca mais precisará utilizar óculos ao longo da vida. (Hojemais)
Os olhos continuam sujeitos a alterações naturais relacionadas ao envelhecimento e a outras mudanças da visão. Dessa forma, mesmo depois de uma cirurgia bem-sucedida, determinadas pessoas podem voltar a precisar de correção óptica em situações específicas no futuro.
Segurança depende de indicação adequada
Segundo a especialista ouvida pelo HojeCast, a cirurgia refrativa é considerada bastante segura quando existe indicação correta e uma avaliação adequada antes do procedimento. Os exames prévios permitem identificar fatores que poderiam aumentar riscos e também ajudam a selecionar a técnica mais apropriada. (Hojemais)
A evolução dos equipamentos amplia as ferramentas disponíveis aos profissionais, mas não substitui essa avaliação. A decisão continua dependendo da análise individual realizada pelo oftalmologista e das condições apresentadas pelo paciente.
Tecnologia transforma tratamentos oftalmológicos
O caso mostra como tecnologias médicas cada vez mais precisas estão chegando também aos serviços especializados disponíveis em Três Lagoas. Equipamentos modernos de diagnóstico, lasers e sistemas computadorizados de rastreamento permitem que diferentes etapas do tratamento sejam planejadas com informações detalhadas sobre as características do olho.
A própria estrutura oftalmológica local já utiliza tecnologias como tomografia de coerência óptica, ceratoscopia computadorizada, biometria óptica e equipamentos de laser, mostrando como digitalização e sistemas de imagem passaram a integrar diferentes áreas da saúde ocular na cidade. (cristallemedicinaocular.com.br)
Informação ajuda pacientes a entender limites e benefícios
A discussão realizada nesta quinta-feira também cumpre um papel importante ao explicar que tecnologia avançada não significa ausência de critérios médicos. Embora equipamentos modernos tenham aumentado a capacidade de planejamento e execução dos procedimentos, cada paciente apresenta características diferentes.
Para quem considera realizar uma cirurgia refrativa, o primeiro passo continua sendo uma avaliação oftalmológica completa. É a partir dos exames e da análise profissional que podem ser definidos a indicação, a técnica e os limites da correção, conciliando os avanços tecnológicos com a segurança necessária para o procedimento.
Fonte:
HojeMais Três Lagoas — entrevista completa sobre cirurgia refrativa e avanços tecnológicos
